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18 de Novembro de 2008, 09:25
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Pergunta: Quem vai ser o vencedor do Lisboa-Dakar 2008?
Giniel De Villiers
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Al Atiyah
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Carlos Sousa
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Stephane Peterhansel
Luc Alphand
Hiroshi Masuoka
Jean-louis Schlesser
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Tópico trancado Tópico: Dakar 2008  (Lida 18429 vezes)
Mulsanne962k
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« em: 18 de Novembro de 2007, 21:40 »


6000 km ao cronómetro
     
   
A partida para o Rali Lisboa-Dakar 2008 está marcada para 5 de Janeiro. As verificações técnicas e documentais decorrem de 2 a 4 de Janeiro no Centro Cultural de Belém. Até aqui, nada de novo, face ao figurino das últimas edições da grande prova.

No entanto, a organização preparou algumas alterações para a 30.ª edição do rali, a começar pelas inscrições, cujo período se estende até 30 de Junho, para permitir uma melhor apreciação dos pedidos de candidatura e, ao mesmo tempo, "uma melhor apreciação dos candidatos", cujo interesse em alinhar à partida é superior ao número aceite pela organização, como admitiu Etienne Lavigne, o director do rali.


Equipas tentarão pôr fim à hegemonia da Mitsubishi.





Alterações técnicas
Em termos técnicos, o regulamento vai reduzir um milímetro aos restritores de admissão de ar, ao mesmo tempo que deixam de ser autorizadas caixas de seis velocidades. Estas medidas visam reduzir as performances dos veículos e nivelar o seu andamento, embora não nos pareça evidente que vá alterar a vantagem que os motores turbodiesel da VW demonstraram na última edição do Lisboa-Dakar.

Prova muito longa
Em 2006 a prova contou com 4800 km de especiais disputadas ao cronómetro, valor que baixou para 4300 km em 2007. Em 2008, a organização vai reduzir a distância das ligações e aumentar significativamente os sectores selectivos, apontando para cerca de 6000 km, valor que será o maior desde o Arras-Madrid-Dakar de 2002, que contou com 6486 km cronometrados.

O Lisboa-Dakar 2008 volta a contar com duas etapas a disputar em Portugal, antes de cruzar o Mediterrâneo a caminho de Marrocos. Daí, a prova volta a seguir a rota para a Mauritânia, mas tudo indica que o caminho siga mais perto do mar, na ligação até Nouakchott - a capital mauritana volta a receber o dia de descanso. O Mali fica fora do percurso do Lisboa--Dakar no seu caminho para o Senegal.

Em termos do desenho das etapas, tal como aconteceu no ano passado, estão previstas duas etapas maratona (sem assistência no final) e voltam a surgir  dois bivouacs em que os carros e as motos ficam separados. Para além disso, podem surgir etapas onde apenas o início e o final sejam comuns aos motards e aos carros e camiões, o que irá evitar as dificuldades que surgem nas ultrapassagens.

No plano teórico, está tudo definido. Resta agora acertar o percurso, que vai surgir depois dos reconhecimentos que a organização irá realizar.


Dakar 2008 terá apresentação oficial no dia 21


A edição 2008 do Rally Dakar começa na próxima quarta-feira. Nesta data, os organizadores irão fazer a apresentação oficial da maior prova off-road do mundo, nas cidades de Paris, na França, e Lisboa, em Portugal.

Paris foi escolhida por fazer parte da história do evento, enquanto Lisboa será mais uma vez o ponto de largada. Durante a apresentação, os responsáveis pelo Dakar pretendem anunciar um esboço detalhado do percurso para a próxima temporada.

Durante o mês de outubro, as equipes do rali foram ao continente africano em busca de novos destinos no Marrocos, Mauritânia e Senegal.

Já é certo que a 30ª edição do Dakar terá mais de 6.000 quilômetros e será longa, difícil e cheia de surpresas ao longo dos 15 dias de especiais.


34 equipas portuguesas à partida

Depois das 27 equipas de 2006 e das 30 que se apresentaram à partida este ano, a 30ª edição do Lisboa-Dakar marca novo recorde de equipas portuguesas na lista definitiva que brevemente será divulgada pela Amaury Sport Organization, mas à qual o AutoSport teve já acesso exclusivo.

Desta vez, integram o contingente luso nada menos do que 34 equipas, registando-se a maior subida no pelotão das duas rodas, com 13 motards confirmados (mais quatro que em 2007), numa lista que é liderada pelos dois representantes do Lagos Team, Hélder Rodrigues e Ruben Faria. Já a categoria automóvel é reforçada com apenas mais uma dupla nacional, para um total de 17 equipas, de onde sobressaem os nomes de Carlos Sousa, Miguel Barbosa, Pedro Grancha, Paulo Marques (o recordista de presenças), Ricardo Leal dos Santos ou dos irmãos dos irmãos Nuno e Francisco Inocêncio.

Nota de destaque merece a equipa Padock Competições de Adélio Machado, que inscreve nada menos do que seis carros, com Francisco Pita, presidente da Federação Portuguesa de Jetski, a ser o último nome que faltava confirmar. De resto, mantêm-se dois portugueses nos quads, através do repetente João Nazaré e do estreante Alexandre Oliveira, enquanto Elisabete Jacinto volta a ser a única representante nos camiões.


Ruben Faria no Dakar 2007



Em aberto continua apenas a inscrição de Tiago Monteiro, num buggy monolugar do Team SMG de Philippe Gache, conforme nos foi garantido pela própria Organização, estando a sua estreia dependente de um possível regresso ao Mundial de F1 na próxima temporada.

Em termos globais, arrancarão de Lisboa, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, a 6 de Janeiro próximo, 242 motos, 23 quads, 211 automóveis e 100 camiões que totalizam 516 equipas, contra as 525 que se inscreveram na última edição.

OS PORTUGUESES

MOTOS (13)

Hélder Rodrigues
Ruben Faria
Pedro Bianchi Prata
Paulo Gonçalves
Pedro Oliveira
Fernando Ferreira
Nuno Mateus
Ricardo Pina
João Rolo
Nuno Santos
Paulo Cardoso
Luís Ferreira
João Rosa

QUADS (2)

João Nazaré
Alexandre Oliveira

AUTO (17)

Carlos Sousa
Miguel Barbosa
Pedro Grancha
Francisco Inocêncio
Nuno Inocêncio
António Baião
Helder Oliveira
Adélio Machado
Céu Pires de Lima
Luís Pimentel
Nuno Pereira
Francisco Pita
Ricardo Leal dos Santos
Paulo Marques
Lino Carapeta
Rodrigo Amaral
José Pereira

CAMIÃO (1)

Elisabete Jacinto



Calendário do Lisboa-Dakar’2008:

De 2 a 4 Janeiro: verificações administrativas e técnicas
4 Janeiro (noite): briefing da prova e briefing de assistência
De 5 a 19 Janeiro: Percurso do rali
20 Janeiro: Chegada-entrega de prémios-festa de encerramento
« Última modificação: 18 de Novembro de 2007, 21:45 por Mulsanne962k » Registado
 
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« Responder #1 em: 19 de Novembro de 2007, 10:05 »

Pedro Grancha com “bomba” sul africana no Dakar


O Campeão Nacional de Todo o Terreno em 2006, Pedro Grancha, está de regresso ao Dakar apostando forte na sua participação na edição comemorativa do 30º aniversário da prova. O piloto de Cascais, inscrito pela VR2 Motorsport, regressou no final desta semana da África do Sul, onde testou a mais recente máquina construída no departamento de competição da Nissan Motorsport e por si adquirida.

“É o início de uma nova etapa na minha carreira desportiva. Passo a dispor de uma máquina que é aquilo que de mais evoluído um piloto privado pode aspirar. Recentemente em Portugal o Colin McRae bateu-se com as máquinas oficiais da Mitsubishi e VW e esta Nissan Navara já incorpora algumas evoluções em relação àquela com que o malogrado piloto escocês se apresentou entre nós. É um verdadeiro carro de rali preparado para todo o terreno. Dá um enorme prazer a conduzir e ao contrário de há dois meses atrás, a nossa Nissan já tinha todas as especificações para o Dakar. Apenas os amortecedores não eram os que serão usados na prova, porque virão uns novos, directamente da Donerre para Portugal, enquanto que, na África do Sul, pilotei com uns usados. Durante os dias que passámos com a Nissan Motorsport, eu e o Paulo Fafaiol, tivemos a oportunidade de ficar a conhecer todos os pormenores mecânicos desta Nissan Navara, que foi a última a ser produzida. Apenas cinco, deste modelo mais recente, estarão no Dakar. Até ao final do mês contamos ter, em Portugal, o carro e todo o material para mais algumas sessões de testes e preparação da equipa para o Dakar. Estou verdadeiramente entusiasmado e muito satisfeito pela opção tomada”, salienta Pedro Grancha.

A 30ª edição do Euromilhões Lisboa Dakar parte de Lisboa a 5 de janeiro de 2008, depois de realizadas todas as verificações administrativas e técnicas, sendo todo o percurso e restantes detalhes da prova apresentados no próximo dia 21 do corrente mês de Novembro.



Miguel Barbosa piloto oficial BMW no Dakar



Acabado de se sagrar Tri-Campeão Nacional de Todo-o-terreno, Miguel Barbosa vai participar no próximo Lisboa-Dakar aos comandos do X5 da equipa oficial X-Raid.


Após avaliadas todas as possibilidades, a decisão do piloto da Vodafone Liberty Seguros Team acabou por recair no convite efectuado por Sven Quant, para regressar à marca que já o fez Campeão em 2005. Com objectivos bem definidos em termos futuros, a Baja Portalegre foi para Barbosa/Ramalho um verdadeiro teste ao X5, depois de um primeiro contacto realizado em Marrocos. As diferenças entre o BMW utilizado em 2005 e a versão que agora lhes chega às mãos são abismais pelo que há, ainda, um longo processo de desenvolvimento e habituação à nova máquina.


Os primeiros contactos com a sua nova máquina, revelaram-se uma agradável surpresa: "É um carro com um potencial extraordinário em todos os aspectos. Fiquei muito bem impressionado e cheio de vontade de começar a adaptar-me ao X5. Estou muito confiante, não só no que se refere ao carro mas, também, a toda a estrutura que até ao momento se tem revelado muito profissional".


Desta forma, a Baja Portalegre foi o ponto de viragem para o recém coroado Campeão Nacional: "É um novo ciclo que agora começa. É um passo em frente na minha carreira. Considero que foi a escolha acertada. Agora há que começar a trabalhar para conseguirmos alcançar um bom resultado no Dakar. É nisso que estou focado", concluiu Miguel Barbosa.



Padock Competições com 6 carros no Lisboa Dakar



Terminadas que estão as inscrições para a 30ª edição do Dakar, terceira consecutiva com partida da capital portuguesa, a Padock Competições garantiu a presença de seis viaturas/equipas, na mais procurada prova de todo-o-terreno do mundo.

Com isto, a Padock Competições torna-se, na maior estrutura privada de sempre na história do desporto motorizado português presente, na maior aventura de TT do mundo. Numa parceria com a Toyota France, a Padock Competições terá ao dispor das suas equipas as melhores condições de trabalho, quer na preparação dos Toyota¿s Land Cruiser quer no apoio logístico que antecederá a partida de Lisboa até á capital Senegalesa - Dakar. Das instalações da estrutura portuguesa irão partir seis viaturas da marca nipónica inscritas na categoria T2, sendo que cinco têm já o "cunho" dos pilotos: Adélio Machado; Céu Pires de Lima; Luís Pimentel; Nuno Pereira; Hélder Oliveira/Francisco Esperto.


Dando azo á sua vontade de vencer, a estrutura sedeada em Famalicão acaba de aumentar a sua "frota" ao adquirir mais um Toyota Land Cruiser, a viatura que "levou" Mário Ferreira e José Sousa, no ano de estreia, até Dakar.



Equipa Tanqueluz inscreve 3 Bowler Wildcat no Dakar



A menos de três meses de mais uma edição do Lisboa/Dakar, o Team Tanqueluz/Paredecar liderado por Lino Carapeta vai fortalecendo a sua estrutura para que a próxima grande maratona até Dakar possa ser um sucesso. A popular equipa, cada vez mais ligada à Bowler Off-Road, inscreve na edição do Lisboa/Dakar 2008 três carros da marca britânica, todos tripulados por portugueses.


Lino Carapeta e Ricardo Cortiçadas vão tentar reeditar o êxito alcançado em 2006, contando a estrutura com o outro Bowler da equipa, que volta a ser tripulado pelos irmãos Rodrigo e Duarte Amaral. No entanto, a novidade para 2008 assenta na inscrição de um terceiro carro que irá ser tripulado pela dupla José Barroco Pereira e Rui Fernandes.


O Bowler Wildcat alugado a Claude Surret, está igualmente confiado aos cuidados técnicos da Paredecar, contando com José Pereira líder da Pró TT ao volante, acompanhado pelo seu navegador habitual. Lembrar o êxito obtido na última edição do Transibérico, em que o Team Tanqueluz/Paredecar conseguiu colocar os três Bowler nos vinte primeiros lugares, dá um ânimo acrescido à equipa.


"A participação de José Pereira é uma mais valia para o Team Tanqueluz/Paredecar, que, assim, conta com três carros tripulados por portugueses. Estou bastante feliz pela sua presença, pois é um piloto carregado de experiência e com vastos conhecimentos de mecânica", sublinha Lino Carapeta.


Já a trabalhar para ganhar ritmo para mais um duro desafio, Lino Carapeta e Ricardo Cortiçadas estarão presentes na Baja de Portalegre, a disputar entre 18 e 21 de Outubro, testando, uma vez mais, as últimas afinações do seu Bowler Wildcat.


"Nunca é demais testar a evolução de um carro que já me oferece todas as garantias. Quero tentar fazer uma prova que oscile entre a regularidade e um ritmo um pouco mais agressivo. Vamos tentar gerir o nosso andamento, ao longo dos três dias de competição", remata o piloto.


Entre Portalegre e Dakar, a estabilidade e competitividade do Team Tanqueluz é cada vez mais uma certeza. Chegar ao Lago Rosa com os três Bowler Wildcat da equipa é o grande objectivo de Lino Carapeta que, uma vez mais, confia toda a sua estrutura aos cuidados técnicos da Paredecar.

Fonte:Dakar.iol.pt
« Última modificação: 19 de Novembro de 2007, 10:09 por Mulsanne962k » Registado
 
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« Responder #2 em: 19 de Novembro de 2007, 12:57 »

Ganda Miguel!! Será que podemos ter 2 tugas nos 10 primeiros no próximo Dakar? 
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« Responder #3 em: 19 de Novembro de 2007, 13:02 »

Ganda Miguel!! Será que podemos ter 2 tugas nos 10 primeiros no próximo Dakar? 

Com a experiência que acumulou o ano passado acredito que é realista pensar num lugar entre os 10 primeiros. Sorridente
No entanto tambem vai depender muito dos abandonos que possam haver entre as armadas Mitsubishi e VW,principalmente esta ultima.
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« Responder #4 em: 19 de Novembro de 2007, 13:09 »

Ganda Miguel!! Será que podemos ter 2 tugas nos 10 primeiros no próximo Dakar? 

Com a experiência que acumulou o ano passado acredito que é realista pensar num lugar entre os 10 primeiros. Sorridente
No entanto tambem vai depender muito dos abandonos que possam haver entre as armadas Mitsubishi e VW,principalmente esta ultima.


Concordo e esperemos que não aconteça os azares que tem acontecido ao Carlos Sousa Wink
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« Responder #5 em: 19 de Novembro de 2007, 13:36 »

Ganda Miguel!! Será que podemos ter 2 tugas nos 10 primeiros no próximo Dakar? 

Com a experiência que acumulou o ano passado acredito que é realista pensar num lugar entre os 10 primeiros. Sorridente
No entanto tambem vai depender muito dos abandonos que possam haver entre as armadas Mitsubishi e VW,principalmente esta ultima.


Concordo e esperemos que não aconteça os azares que tem acontecido ao Carlos Sousa Wink

Muito sinceramente esperava mais do Carlos Sousa nos últimos 2 anos.
É certo que tem ganho etapas cá em Portugal,mas depois fica sem ritmo para os da frente quando entra em África,e só tem subido na geral após abandonos dos principais pilotos.
Depois de tanto esperar por uma oportunidade,mais do que merecida diga-se de passagem,de fazer o Dakar com material competitivo á altura dos da frente, parece que parou no tempo depois daquele ano sem competir.
A verdade é que o TT e principalmente o Dakar tem sofrido uma evolução tremenda nos últimos anos e o Carlos Sousa não parece ter conseguído acompanhar essa evolução competitiva depois de ter estado parado.Essa falta de ritmo tambem me parece estar associada á falta de competição que tem tido,principalmente comparando com as épocas em que fazia a Taça do Mundo mais regularmente,aonde na minha humilde opinião foi precisamente nessa altura que o Carlos Sousa atingiu o seu pico máximo de competitividade.
A partir daí tem me desiludido um pouco,quiçá até um pouco por culpa própria,pois geralmente antes do Dakar as expectativas tem sido demasiado altas.
Seja como for a atitude positiva mantém-se e continuo a acreditar no Carlos Sousa para um bom resultado neste Dakar Sorridente
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« Responder #6 em: 19 de Novembro de 2007, 16:26 »

Mitsubishi em busca da oitava vitória consecutiva no Dakar


Fonte:Abola

A Mitsubishi apresentou esta segunda-feira em Paris os seus pilotos para a edição de 2008 do Rali Lisboa-Dakar. O objectivo assumido pela equipa é somar a oitava vitória consecutiva na mítica prova.
 
«Será muito difícil, como em qualquer ano, mas vamos partir com humildade com o claro objectivo de ganhar», afirmou o patrão da equipa, Dominique Serieys.

Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret, Luc Alphand/Gilles Picard ,Nani Roma/Lucas Cruz e Hiroshi Masuoka/Pascal Maimon são os membros das quatro equipas que vão lutar pelo oitavo título consecutivo para a equipa, 13.º em 26 participações na prova que partirá novamente da capital portuguesa.
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« Responder #7 em: 19 de Novembro de 2007, 17:26 »

Não se pode dizer que o Carlos Sousa tem feito más participações no Dakar. O Dakar é uma prova de resistencia e não de velocidade, se ele passa apenas os que desistem isso significa que ele é mais regular.

Por outro lado acho que o que tem faltado é um apoio verdadeiro da VW.
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« Responder #8 em: 19 de Novembro de 2007, 21:11 »

Não se pode dizer que o Carlos Sousa tem feito más participações no Dakar. O Dakar é uma prova de resistencia e não de velocidade, se ele passa apenas os que desistem isso significa que ele é mais regular.

Por outro lado acho que o que tem faltado é um apoio verdadeiro da VW.

Ninguém disse que tem feito más prestações,alias bem longe disso!Seria uma perfeita idiotice alguém fazer uma afirmação dessas.
Mas que tem ficado um pouco aquém do que se esperava,não tenho duvidas que sim.Mas já citei as minha razões em cima do porque eu dizer isso.
O tempo do Dakar ser uma prova somente de resistência já la vai há muito,hoje em dia as equipas são cada vez mais profissionais,e o ritmo em Africa é altíssimo,provocado pela guerra Mitsubish\VW e com BMW e o Schlesser semrpe á espreita.Quem não conjugar os dois factores Velocidade\Resistência não consegue lutar pela vitoria final.
Cada vez mais o discurso "só quero chegar ao final" é sinal de amadorismo.

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« Responder #9 em: 21 de Novembro de 2007, 11:05 »

Dakar: Dessoude encarregue da equipa de Angola


Fonte:Sportmotores

O conhecido Andre Dessoude, que já não visitava a ex-colónia portuguesa desde 1992, esteve em Luanda para seleccionar uma equipa angolana que vai participar no Lisboa Dakar de 2008. Esta será a primeira vez que Angola terá uma equipa da terra na prova.

Os autores desta surpresa é a CSG Automobile Limited, uma empresa chinesa que está a construir uma fábrica para a montagem de viaturas ZZ Nissan em Luanda. A equipa angolana estará integrada no Team Dessoude e conduzirá um Nissan Paladin. Os testes foram realizados nos terrenos anexos à fábrica em Viana, a 28 km de Luanda onde a CSG preparou uma pista em terra com cerca de 2 km, com duas elevações, curvas rápidas e apertadas e pequenos trechos de recta.

Apresentaram-se seis candidatos provenientes das provas de velocidade e dos passeios turísticos "empoeirados", para além do José Carlos Madaleno, o primeiro angolano a concluir o Dakar em 2006. Os seleccionados irão efectuar testes em Marrocos antes da maratona do deserto.
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« Responder #10 em: 21 de Novembro de 2007, 11:22 »

Lisboa-Dakar 2008 foi apresentado


Fonte:Autohoje

Pelo terceiro ano consecutivo, Portugal volta a ter a honra de receber a Grande Partida do Euromilhões Lisboa-Dakar. Depois do assinalável sucesso de 2007, a fasquia está elevada à partida para mais uma aventura que ligará a capital do nosso País ao Senegal.
Em 2008 cumpre-se o trigésimo aniversário do maior rali-raid do mundo, motivo que faz acrescer ainda mais a responsabilidade do organizador português.
O Euromilhões Lisboa-Dakar já faz parte dos portugueses e estes vibram intensamente com uma prova única, capaz de despertar emoções como nenhuma outra no panorama automobilístico e não só. Comprovativos disso mesmo são os números impressionantes relativos à assistência da prova em 2006, ao longo das duas etapas em solo nacional.

Um milhão de espectadores assistiu ao vivo à passagem de máquinas e pilotos, desde Belém a Portimão, passando por um Alentejo a abarrotar de vibrantes adeptos. O colorido conferido ao evento pelos portugueses foi motivo de satisfação e regozijo por parte dos organizadores franceses, que não tiveram dúvidas em afirmar que em 2006 se realizou a melhor partida do Dakar dos últimos 20 anos.

A segurança, tal como nos anos anteriores, é uma preocupação constante. O Euromilhões Lisboa-Dakar mostrou ao mundo, mais uma vez, a eficiência organizativa nacional neste capítulo. Os espectadores são parte fundamental deste processo e é para eles que pensamos a prova. Para que possam sentir toda a emoção em perfeita segurança.
A contagem decrescente já começou.

O Autohoje deixa aqui uma vasta documentação onde pode ler tudo sobre o "Dakar" :

Objectivo 6000


Muitos concorrentes inscritos

Mal acabaram de chegar do Senegal, concluída que estava a edição de 2007, a organização começou logo a fazer os preparativos para concretizar um percurso rico para a edição de 2008. Primeiro nos mapas, depois no terreno, o trabalho levado a cabo deixa antever um novo desafio.

Desde Portugal, de onde a prova parte pelo terceiro ano consecutivo, passando por Marrocos, Mauritânia e Senegal, a quilometragem das especiais deve aproximar-se dos 6000 km, o que é o mesmo que dizer que será a maior extensão dos sectores cronometrados desde o Dakar 2002.

Este ano, decidiu-se alterar os métodos de inscrição no rali, de forma a evitar que pilotos e equipas ficassem colocados num estado de incerteza antes do período final de inscrições, e fazer com que a organização possa igualmente realizar uma selecção mais criteriosa.

O afluxo de pedidos para participar na prova, sempre elevado e que obriga a organização a recusar muitos processos, mesmo que se mostrem sólidos, força-os também a estudar as candidaturas sem qualquer tipo de precipitação.

É por isso que o período de recepção dos processos este ano tenha sido levado a cabo entre os dias 15 de Maio e 30 de Junho. Este calendário foi imaginado para que se consiga produzir um cenário equilibrado na partida em Lisboa, no dia 5 de Janeiro.


O Calendário



A prova vai realizar-se entre 2 e 20 de Janeiro. Nos três primeiros dias decorrerão as verificações técnicas e administrativas. A prova vai para a estrada no dia 5 de Janeiro.

2 – 3 - 4 Janeiro 2008: Verificações administrativas e técnicas para todos os concorrentes e assistências em Lisboa.

4 Janeiro 2008 (noite): Briefing de Prova e Briefing de Assistência.

5 - 19 Janeiro 2008: Travessia por Portugal, Marrocos, Mauritânia e Senegal.

13 Janeiro 2008: Jornada de repouso em Nouakchott.

20 Janeiro 2008: Chegada – Entrega dos prémios – Festa de encerramento.

O Percurso


Lisboa

A preparação do Euromilhões Lisboa-Dakar 2008 começou logo pelo desafio da concepção do percurso. As etapas planeadas oferecem a possibilidade aos concorrentes uma travessia por África recheada de variedade, ainda com mais competitivdade. Os itinerários provisóros indiciam uma quilometragem de especiais significativamente mais importante que nos anos anteriores. Em 2007, o conta-quilómetros ficou parado nos 4300 km em consequências das alterações efectuadas, tendo ficado perto dos 4800 km em 2006. Em Janeiro de 2008, os concorrentes irão medir forças por entre pistas que totalizam perto de 6000 km de sector selectivo. Por via disto, os trajectos de ligação serão cada vez mais curtos.

Portugal: um ar familar
Um velho ditado diz que o hábito se adquire à primeira vez. Foi um pouco isto a sensação que os concorrentes e a organização sentiram o ano passado quando regressaram a Lisboa, uma cidade que nos conquistou a todos em 2006. Se a Cidade Branca soube corresponder na melhor medida possível ao nível de qualidade e exigência de uma prova como o Dakar, consegui-o sobretudo devido à sedução e encanto dos seus habitantes. Ao longo do percurso das duas especiais realizadas em 2007, mais de um milhão de pessoas saiu para a rua para encorajar os pilotos na partida para África. Essa energia e entusiasmo permitiram aos concorrentes lusitanos responderem no terreno com resultados e aos outros partirem para África com redobrada energia.

O Dakar em Portugal

- 2 passagens (2006, 2007)

- 4 etapas

- Cidades-etapa: Lisboa, Portimão

Marrocos: entrar em África

Nador em Marrocos

Incontornável aliado histórico do Dakar, Marrocos simboliza para todos os concorrentes sobretudo a entrada em África e o encontro com as primeiras armadilhas. Desde o início, os pilotos têm de empregar vigilância a todo o instante, caso contrário os contratempos e as desilusões podem ser fatais. Em 2006, o duplo vencedor Hiroshi Masuoka, conceituado piloto e de reconhecida regularidade (11 provas concluídas entre 1994 e 2004!), ficou parado definitivamente na etapa entre Er Rachidia e Ouarzazate. O ano passado, Vladimir Chagin, que parecia lançado para conquistar o recorde de títulos no Lisboa-Dakar, viu o seu camião Kamaz ficar encostado na berma sem reparação.

O Dakar em Marrocos

- 12 passagens (1993, 1994, 1995, 1996, 1998, 1999, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007)

- 40 etapas

- Cidades-etapa tradicionais: Tanger, Er Rachidia, Rabat, Ouarzazate, Agadir, Tan-Tan…

A Mauritânia: em cheio no deserto


Nouakchott na Mauritânia

A travessia da Mauritânia é sempre fundamental no desenrolar da classificação do Lisboa-Dakar. Tudo pode se jogado nas areias mauritanas, que acolhe o rali com calor desde 1983. As tormentosas paisagens, sublimes e inquietantes, não devem fazer os concorrentes esquecer que devem acima de tudo estar concentrados na navegação. De Atar a Nouakchoot, passando por Nema ou Ayoun-El-Atrous, as diferenças entre os concorrentes às vezes traduzem-se em horas. Os homens da frente já sofreram grandes desilusões. Em 2004, por exemplo, foi em Tidjikja, após andar perdido mais de uma hora, que Cyril Despres percebeu que o seu sonho de vencer a corrida tinha de aguardar.

O Dakar na Mauritânia

- 19 passagens (1983, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007)

- 87 etapas

- Cidades-etapa tradicionais: Zouerat, Atar, Nouakchott, Tichit, Kiffa, Tidjikja, Nema,
Ayoun-el-Atrous

O Senegal: cruzar a linha


Dakar

O Senegal, por via da sua emblemática capital, está umbilicalmente associado ao maior rali-raid do mundo. A chegada dos concorrentes, sinónimo de festa e paixão, suscita sempre o entusiasmo do público senegalês.
Corrida à parte, o Senegal apresenta-se como uma lição de humildade e paciência. Se Dakar é o sítio ideal para terminar uma aventura inesquecível de três semanas, a verdade é que às vezes as derradeiras curvas nem sempre são as mais fáceis. Em 2007 foi precisamente após ter percorrido os seus primeiros quilómetros no Senegal que Marc Coma, líder desde a primeira etapa africana, foi forçado a abandonar.

O Dakar no Senegal

- 26 passagens (1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007)

- 80 etapas

- Cidades-etapa tradicionais: Saint-Louis, Lac Rose, Tambacounda

As Etapas



Etapa 1 : Lisboa – Portimão
Ligação : 60 km
Especial : 120 km
Ligação : 260 km

O rali começa com uma especial inteiramente nova, embora o nome da etapa possa fazer alguns concorrentes terem recordações imediatas da edição anterior. Mas desta vez a areia que for encontrada no caminho não terá a preponderância de 2007 nem será a característica principal do traçado. As partes mais sinuosas vão permitir aos pilotos testar as suas capacidades de traçar trajectórias correctas. Uma boa forma de começar.

Etapa 2 : Portimão – Málaga
Ligação : 15 km
Especial : 60 km
Ligação : 425 km

Esta especial é idêntica à proposta aos concorrentes em 2007. O terreno quase que pode ser recomendado para caminhada desportiva ou para o Campeonato do Mundo de BTT: Sejam bem-vindos à montanha. A pista é sinuosa e, acima de tudo, muito dura. E se chover, os pilotos bem podem pensar em abrandar o ritmo. Em ambos os casos há pouca margem para erros neste traçado ao estilo WRC, quem os cometer arrisca-se a uma queda nada meiga. O melhor mesmo é jogar pelo seguro. Os camiões estão dispensados desta etapa. Depois da longa ligação até Málaga, a travessia marítima nocturna para Marrocos será retemperadora para todos.



Etapa 3 : Nador – Er Rachidia
Ligação : 182 km
Especial : 372 km
Ligação : 163 km

Não se pode abordar esta etapa de forma amadora. Frescos após o desembarque do ferry, os concorrentes começam a entrar na essência da prova. Por tradição, Marrocos oferece ao rali uma variedade muito grande de pisos e nesta primeira incursão em África terá de haver já auxílio da navegação. Depois de 160 quilómetros comuns, os motards vão deixar momentaneamente o itinerário desenhado para os carros e camiões. O número de ultrapassagens será assim reduzido.

Etapa 4 : Er Rachidia – Ouarzazate
Ligação : 29 km
Especial : 356 km
Ligação : 191 km

Esta etapa terá um traçado dividido, novidade preparada para 2008. Nas pistas estreitas que atravessam as montanhas, os motards vão ter de mostrar qualidades que os especialistas de trial dominam na perfeição. E vão passar a primeira noite no bivouac sem assistência dos seus mecânicos, em Zagora. Já os carros e camiões irão passar por zonas que raramente
recebem a visita do Lisboa-Dakar, reunindo-se depois com as suas assistências em Ouazazate.

Etapa 5 : Ouarzazate – Guelmim
Ligação : 160 km
Especial : 506 km
Ligação : 148 km

Esta etapa representa apenas um desafio. Após uma parte com pedras, onde se recomenda a maior prudência, uma longa passagem por dunas apresenta-se como o maior obstáculo. Mesmo os mais rápidos podem preparar-se para gastar aqui uns bons 45 minutos. Depois, no final especial, exige-se a maior lucidez e aqueles que passarem por dificuldades vão achar esta parte interminável. Quando as classificações forem conhecidas já vão haver diferenças de várias horas entre os pilotos.



Etapa 6 : Goulimine – Smara
Ligação : 66 km
Especial : 454 km
Ligação : 120 km

Todos a pegarem nas máquinas fotográficas! Os concorrentes irão largar junto ao mar, numa fórmula que não é utilizada há mais de dez anos. O espectáculo está garantido nos 25 quilómetros de praia que serão percorridos. Cada concorrente irá encontrar o tipo de piso preferido nesta especial, a mais variada do rali. Os amantes do WRC podem desfrutar do prazer de abordar uma parte de uma pista recentemente reconstruída, enquanto os surfistas do deserto pode deliciar-se com trilhos fora de pista sobre as dunas.

Etapa 7 : Smara – Atar
Ligação : 198 km
Especial : 619 km
Ligação : 12 km

Para a maior especial do rali, que marca também a entrada na Mauritânia, o melhor é mesmo ter ainda alguma energia de reserva. A longa ligação logo ao acordar não passa de uma dificuldade mínima. No meio e no final da especial, o que os pilotos têm de se preocupar é com a travessia das dunas. Os veículos de assistência estão proibidos desempenhar o seu papel em Atar.

Etapa 8 : Atar – Nouakchott
Ligação : 44 km
Especial : 450 km
Ligação : 37 km

Depois de terem experimentado o empedrado os concorrentes irão agora saborear a areia, especialmente na passagem de um erg de respeitosas dimensões. O momento chave da especial acontecerá, no entanto, mais longe deste local, quando os concorrentes terão
oportunidade de brilhar como navegadores. Os que hesitarem na escolha do percurso irão certamente perder-se. O dia de descanso à chegada tem este preço.

Etapa 9 : Nouakchott – Nouhadibou
Ligação : 37 km
Especial : 525 km
Ligação : 86 km

Esta etapa disputa-se num terreno tipicamente mauritano: o programa do dia contempla 80% de areia. Para honrar a especialidade nacional, as pás e as placas para desatascar irão ser muito utilizadas. A forma de negociar e, principalmente, abordar as dunas vai ser fundamental para determinar a classificação do rali. O Dakar já não visitava Nouhadibou desde 1994.



Etapa 10 : Nouhadibou – Atar
Ligação : 111 km
Especial : 552 km
Ligação : 22 km

Para merecerem uma segunda visita a Atar, os concorrentes terão de desenvencilhar-se da vegetação e “erva de camelo”. Mesmo os mais tecnicistas na areia terão de mostrar paciência. A perseverança será recompensada por um espectáculo magnífico que será um majestoso erg no final do percurso.

Etapa 11 : Atar – Tidjikja
Ligação : 35 km
Especial : 524 km
Ligação : 133 km

A dose de areia servida no percurso para Tidjikja é mais fácil de digerir. Os motards terão, à chegada, igualmente a oportunidade de conviver com o bivouac, reservado para eles no final da especial, enquanto o resto dos concorrentes tem de rumar a Tidjikja. Antes, os mecânicos das duas e quatro rodas têm de trabalhar depressa pois não há veículos de assistência no final da etapa.

Etapa 12 : Tidjikja – Kiffa
Ligação : 114 km
Especial : 413 km
Ligação : 20 km

Os concorrentes do Lisboa-Dakar são por definição amantes do deserto. É pelo tipo de paisagem que lhes é oferecida que muitos decidem participar no rali. Num percurso com grande parte inédito, será preciso mostrar polivalência para chegar em condições a Kiffa. Algumas partes da especial irão obrigar os pilotos a reduzir a velocidade.

Etapa 13 : Kiffa – Kiffa
Ligação : 17 km
Especial : 473 km
Ligação : 4 km

Eis uma etapa em “boucle”, de alto risco. Mesmo os que liderarem as diferentes classificações não podem sentir-se tranquilos. Para além da passagem das últimas dunas do rali, bem como a famosa travessia de Néga, há ainda a ter em conta um longo percurso fora de pista, essencialmente em piso desconhecido para os fies do Dakar. Ao menor erro o abandono pode ser a consequência.

Etapa 14 : Kiffa – Saint-Louis
Ligação : 290 km
Especial : 220 km
Ligação : 255 km

A etapa deve ser analisada na sua globalidade: ao fim da noite os conta-quilómetros dos veículos vão marcar mais 800 quilómetros. Para a oitava e última etapa do ano na Mauritânia, os pilotos irão vão voltar a andar sobre areia, mas serão obrigados a traçar percursos fora de pistas balizadas. Após a longa ligação até Saint-Louis, só os mais experientes terão pontos de referência. O rali já não faz paragem aqui desde 1997.

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Etapa 15 : Saint-Louis – Dakar

Sejam quais forem os objectivos iniciais, após as agruras do destino ao longo das etapas ou dos sucessos acumulados, a ideia nesta altura é colocar um ponto final na aventura. A longa ligação até Dakar é, acima de tudo, uma oportunidade para desfrutar da hospitalidade dos senegaleses. Depois segue-se a emoção dos últimos roncares dos motores sobre as areias do Lago Rosa e a festa de encerramento e entrega dos prémios.
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« Responder #11 em: 21 de Novembro de 2007, 11:24 »

Segurança 



O trabalho desenvolvido na prevenção dos riscos que possam ameaçar concorrentes ou espectadores do rali permanece como um grande desafio para a organização do Lisboa-Dakar. O plano de segurança rodoviária posto em prática em Janeiro último será renovado na edição de 2008.

Plano de segurança rodoviária
O Plano de Segurança Rodoviária foi criado para o Euromilhões Lisboa-Dakar de 2007. Em colaboração com as autoridades dos países que acolhem a prova, foram tomadas medidas tendo em conta uma análise precisa dos riscos. O PSR desenrola-se em diversas fases: colaborações, informação/formação, documentação, prevenção, segurança e controlo/penalizações.

Colaboração

- Foram investidos 200 000 € para o PSR em África
- Realizaram-se reuniões entre a ASO e as autoridades dos países entre Julho e Dezembro
- Na Mauritânia, foi criado um pelotão de polícias motociclistas, formado pelas autoridades francesas e custeado pela ASO
- Os esforços em matéria de segurança rodoviária do Euromilhões Lisboa-Dakar são aplicados ao longo de todo o ano pelas populações locais

Informação/Formação

- As patrulhas do PSR são compostas por 13 pessoas (das quais seis são polícias e dois bombeiros) divididas por seis viaturas
- As patrulhas do PSR têm por missão formar oficiais locais, para que estes sirvam de intermediários com as populações. Eles devem ainda escolher e formar chefes de brigadas (+ de 200 em 2007) nas vilas e cidades por onde passa o rali
- A Total Outre Mer esteve associada ao lado da ASO para sensibilizar mais de 7500 alunos da região de Kayes em Janeiro último. Foram formados directores de escolas e professores, sensibilizados os alunos

Documentação

Para os concorrentes:
- O road-book de assistência está mais preciso e enriquecido com informações sobre atravessamentos de aldeias
- Foi criada uma carta oficial específica para os percursos dos veículos de assistência
- Foi entregue um documento detalhado com os tempos de passagem e diferenças de partidas do bivouac
- Um filme de sensibilização sobre a condução a empregar nas zonas de risco, explicado no grande briefing de Lisboa
- Um guia do PSR foi distribuído a todos os intervenientes do rali, a fim de chamar a atenção para as regras de segurança

Para as populações:
- 12 000 livros de banda desenhada e 700 encartes foram distribuídos nas aldeias pela Total e patrulhas PSR
- Foram entregues 600 kits de segurança compostos por t-shirts, chapéus, bandeiras fluorescentes, aos chefes de brigadas das aldeias.

Segurança

- As patrulhas do PSR iniciam a sua actividade horas antes da passagem do primeiro veículo da corrida
- As patrulhas do PSR verificam a colocação das forças da ordem
- As patrulhas do PSR posicionam-se nas aldeias identificadas como as mais perigosas durante a passagem do rali
- Os veículos que efectuam os derradeiros reconhecimentos na abertura das etapas também assistem as patrulhas do PSR.

Velocidade

Para os veículos da assistência, a velocidade limite é de 90 km/h para os camiões, 110 Km/h para os automóveis. Os organizadores reservam a possibilidade de baixar estes limites em certas etapas ou porções de etapas julgadas perigosas.
A velocidade limite nos aldeamentos continua a ser de 50 km/h, mas se o perigo for notório, a velocidade pode baixar para 30 km/h para todos os veículos..
Os controles de velocidade, que se aplicam tanto aos veículos de assistência como aos dos concorrentes, serão ainda mais numerosos em 2008. Estas regras aplicam-se igualmente aos veículos da imprensa e da organização. Todos os dias uma equipa de cinco pessoas irá monitorizar os GPS (nos quais ficam registados os valores de velocidade) à chegada.

Dispositivo médico


Como em 2007, certas equipas dos pontos intermédios terão médicos. A presença de médicos nos controlos de passagem permite avaliar rapidamente o estado de frescura dos pilotos e evitar alguns incidentes.
Dispositivo importante: 50 pessoas, 1 hospital de campanha todo equipado (radiologia, bloco operatório, etc...), 3 helicópteros e 14 veículos equipados com material médico.
Exames : Em conformidade com os novos regulamentos adoptados pela FIM, a inscrição de um motard será sujeita à passagem num exame médico efectuado por médicos do desporto. Um teste de esforço e um electrocardiograma serão absolutamente necessários para obter a inscrição.

Iritrack

Os veículos são equipados com um sistema de transmissão de dados via satélite, que permite aos organizadores ter uma visão precisa da localização de cada concorrente. A tecnologia Iritrack dá ainda a possibilidade às equipas presentes no Posto de Controlo de enviar os primeiros socorros em caso de acidente. É igualmente uma forma de comunicação para os concorrentes, que podem enviar alertas para o PC.

Sentinel

Este aparelho visa facilitar as ultrapassagens entre automóveis, motos e camiões, em especial em zonas de pouca visibilidade. Basta carregar num botão para fazer soar um alarme sonoro e/ou luminoso no veículo que segue à frente.
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« Responder #12 em: 21 de Novembro de 2007, 11:26 »

Os concorrentes



Após a prova de 2007, que reuniu 510 veículos em competição, 2008 ficará marcado como um ano de referência com 570 equipas prontas a correr contra o cronómetro. A isto adiciona-se cada vez a característica internacional do Dakar: entre outros vão estar presentes, um indiano, um namibiano, um guatemalteco, um queniano, cazaques e chineses. A família do Dakar aumenta em 2008 para 50 nacionalidades diferentes.

E ainda serão mais os que vão tentar a sua sorte no próximo ano pela primeira vez. Em competição irão estar 40% de rookies em motos e 18% em viaturas. A isto é importante acrescentar e sublinhar o rejuvenescimento dos concorrentes. Em verdade, praticamente metade dos inscritos tem menos de 40 anos de idade.

Nos últimos quatro anos, o Dakar preencheu todas as suas vagas no início do mês de Junho. Para a edição de 2008, as equipas foram sujeitas a um procedimento de selecção para contrariar o arbitrário princípio de “primeiro a chegar, primeiro a ser servido”. Assim, os dossiers de candidatura foram recebidos de 15 de Maio a 22 de Junho, de forma a permitir aos interessados poder reunir as melhores condições para os seus projectos. Este prazo possibilitou que os amantes do deserto pudessem manifestar todo o seu entusiasmo, forçando a organização a recusar numerosos pedidos, de forma a preservar boas condições de corrida tanto sob o plano desportivo como em segurança e de salutar convivência no bivouac.


Léxico do Euromilhões Lisboa-Dakar



Etapa - A prova consiste em ligar duas cidades. Compreende uma especial e um ou dois trajectos de ligação, dependendo dos dias.

Especial - Igualmente chamada de sector cronometrado. É uma parte da etapa, efectuada ou não com pistas definidas, na qual os concorrentes são cronometrados entre dois locais. O tempo efectuado neste percurso serve para estabelecer a classificação.

Ligação - É a parte da prova, geralmente percorrida em estrada, usada ou para ligar o início da etapa ao início da especial, ou o fim desta até ao acampamento. Não é cronometrada, mas existe um tempo limite imposto aos concorrentes para a percorrem.

Bivouac - Ponto de encontro dos concorrentes ou da assistência, da organização, da imprensa, etc. Está sempre localizado num aeroporto, mesmo que improvisado.

A navegação - Contrariamente ao WRC, onde os itinerários estão sinalizados ou balizados, a modalidade do rali-raid obriga os concorrentes a orientarem-se para encontrar os diferentes CPs e CHs. Os pilotos recebem um road-book, que lhes é entregue à chegada no dia anterior, em cada bivouac.

Road-book - É o documento que contém as indicações de direcção, percurso a ser seguido, perigos a evitar e distâncias a percorrer. Os concorrentes podem “reajustar” o road-book graças ao trip master.

GPS - Reduzido à função de bússola, pode ser desbloqueado (com penalização), isto é, revelar informações adicionais de orientação, caso um concorrente esteja perdido. Serve igualmente como “informador” sobre a velocidade dos concorrentes nas etapas.

Iritrack - Sistema de transmissão de dados via satélite, um equipamento obrigatório em todos os veículos. Permite ao concorrente comunicar com a direcção de prova em caso de perigo e à organização saber a posição exacta dos concorrentes em tempo real.

Controlo de Passagem (CP) - São pontos de passagem obrigatória para os concorrentes, estando dispostos ao longo da especial. Aqui os pilotos confirmam ter estado no local através de um carimbo no seu cartão de controlo.

Controlos horários (CH) - Estão colocados nas partidas e nas chegadas das ligações e especiais.

Classificações

Scratch
- É a classificação estabelecida a partir do tempo bruto realizado por cada concorrente na especial

Etapa - É a classificação estabelecida após o cálculo das eventuais penalizações decididas pelos comissários de prova, de acordo com o regulamento

Geral - É a classificação estabelecida após a soma dos tempos de cada etapa disputada

Partidas - Todos os dias, as motos, depois os automóveis e por fim os camiões partem pela ordem da classificação Scratch do dia anterior. Mas esta regra tem algumas excepções.

Fonte:Autohoje
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« Responder #13 em: 21 de Novembro de 2007, 11:28 »

Paulo Marques com Hélder Oliveira


Fonte:autosport

Inicialmente inscrito com o Pajero DiD ex-Leal dos Santos, Paulo Marques deverá, afinal, disputar o seu 15º Dakar num dos Toyota Land Cruiser T2 da equipa Padock Competições, aproveitando a vaga deixada em aberto por Francisco Esperto e passando a fazer dupla com Helder Oliveira.

«Juntando o meu orçamento e o do Hélder, era uma forma de viabilizarmos as nossas participações», justificou o famalicense, que tenta agora junto da Organização transferir a sua inscrição para a Toyota France.

Alexandre Ré testou McRae Enduro em Inglaterra




Alexandre Ré foi o primeiro piloto português a testar o McRae Enduro, dando o melhor seguimento a um convite formulado pelo próprio responsável deste projecto. O ensaio decorreu nos arredores de Londres, há algum tempo atrás, permitindo ao aveirense cumprir cerca de meia centena de quilómetros com este inovador carro de chassis tubular, carroçaria em fibra (para um peso total de 1.700 quilos), caixa de 6 velocidades em “H” e motor V6 de 2,6 litros turbo diesel, herdado do Land Rover, capaz de desenvolver 240 cavalos de potência máximo e 240 Nm de binário.

«Sucintamente, trata-se de um carro muito bem construído, bastante equilibrado, com uma excelente suspensão e divertido de guiar. Contudo, falta-lhe motor, uma melhor caixa de velocidade e outros diferenciais para ser mais competitivo, embora estas limitações sejam propositadas de forma a limitar os custos de manutenção, pois é essa a principal filosofia do projecto», advertiu Alexandre Ré, que procura actualmente uma alternativa à Nissan Pathfinder, entretanto já vendida para o Dubai.

«Para o ano, a minha intenção é disputar o Campeonato Nacional, também porque os meus patrocinadores não estão muito interessados em que repita a experiência na Taça Internacional FIA de Bajas.

O McRae Enduro é obviamente uma opção a ter em conta, embora existam outras em cima da mesa, como o actual Proto D-Max do Rui Sousa, que vou testar brevemente, ou o novíssimo protótipo que o Team Dessoude está a desenvolver de raiz, que me garantiram ser um carro de topo. Mas, para já, ainda é cedo para tomar uma decisão definitiva», concluiu o piloto de Aveiro.
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« Responder #14 em: 22 de Novembro de 2007, 13:28 »

Hélder Rodrigues recupera para o Dakar


Fonte:Record
   
O "motard" português Hélder Rodrigues garantiu hoje que está a preparar o Lisboa-Dakar, apesar de ainda se encontrar a recuperar de uma violenta queda sofrida há três meses no rali da Argentina, na qual sofreu múltiplas lesões que o obrigaram a um tempo longo de recuperação.

"Estou bem, neste momento já estou a treinar e a tentar recuperar a minha forma. Ainda faço fisioterapia, que vou continuar até ao início do rali, mas de resto estou a recuperar bastante bem", garantiu o português com melhor classificação de sempre no Dakar em motos, com o quinto lugar de 2007.

Na clínica chilena onde ficou internado cerca de um mês, Hélder Rodrigues teve de ser operado para retirar o baço e recuperar dos problemas respiratórios de que padecia. Nessa altura, confessou ter pensado que o rali estava posto em causa: "Passado um mês ainda estava no hospital e é claro que se pensava que nunca ia fazer o Dakar".

Apesar da gravidade das lesões e da longa recuperação, o piloto português mantém a meta para a edição de 2008 da mítica prova de todo-o-terreno: "Neste momento não penso se vou fazer quinto ou sexto. Os objectivos são os mesmos, melhorar o resultado do ano passado e, se possível, entrar no pódio. Vou trabalhar só para isso e mais nada", concluiu.
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